10 Coisas que você precisa saber para se tornar uma mulher de negócios

16-09-2017

por Liderança Feminina

Liderança

Não estou aqui para ditar regras do que você deve ou não deve fazer. A intenção deste texto é justamente falar a você coisas que gostaria de ter ouvido aos dezesseis anos, quando decidi que seria “uma mulher de negócios”.

Se tivesse ouvido esses conselhos de alguém, talvez muitos dos meus caminhos teriam sido menos árduos, outros ainda mais rápidos, por isso a intenção aqui não é fazer um manual de conduta, mas deixar dicas, conselhos que adoraria ter recebido em qualquer época da vida, mas que em muitos casos acabei aprendendo na prática e alguns a duras penas.

Simone de Beauvoir tem uma célebre frase que diz: “Não se nasce mulher, torna-se”. Ouso parafrasear a filósofa e dizer que: “Não se nasce uma mulher de negócios, torna-se uma” e para isso é preciso vontade e determinação.

Hoje fala-se muito em ser uma mulher de negócios. O termo passou a ter até um certo glamour, no entanto a realidade é muito diferente do que vemos exposto por aí.

A verdadeira mulher de negócios precisa ter resiliência para suportar a pressão do mercado, um bocado de paciência consigo mesma e com coisas que não dependem somente dela e uma boa dose de coragem para não desviar do seu propósito. E isso garanto que é para poucas.

Os conselhos abaixo são coisas que impactam diretamente o negócio, mas alguns deles, muitas vezes, são influenciados por seu jeito de ser. Se pensar um pouco em onde quer chegar, qual o seu sonho e como vai fazer para realizar, é possível ajustar as velas para que o vento sopre a seu favor. Confira:

 

Saber a diferença entre planejamento e plano - Parece tudo farinha do mesmo saco, mas no fundo não é. Se você souber a diferença entre um e outro, poderá ter maior clareza de onde está e como fazer para chegar onde quer. Para que seu sonho se torne realidade, é preciso percorrer uma longa jornada. Vale lembrar que o sonho está mais para o lado abstrato e a ação para o lado concreto da vida e entre eles existe o planejamento e o plano. Planejar significa organizar ideias, pensar sobre o que se quer, mas também está para o lado mais abstrato, pois, não implica em bolar uma estratégia efetiva com objetivos bem definidos e como vai ser feito para chegar lá. Já o plano é o segundo passo após o planejamento, quando você tira as ideias da cabeça e começa a se articular para a ação, ou seja, está para o lado mais concreto da jornada. Mas não se engane, cada etapa do processo é importante e dificilmente uma consegue se sustentar sem a outra. Entre o sonhar e o agir existem mais coisas do que imagina nossa vã filosofia e isso pode ser muitas coisas, mas com certeza dentre elas existe planejamento e plano bem definidos.

 

Diferenciar lucro de faturamento - É um erro absurdo achar que tudo o que entra em sua empresa é lucro, longe disso, quando começamos, podemos ter uma inocência quase que infantil achando que tudo o que entra é dinheiro no bolso, e os olhinhos chegam a brilhar. Se pensa assim, cuidado! Você está caminhando para o começo do fim de seu negócio. A grosso modo, podemos dizer que dinheiro que entra (faturamento), deve ser transformado em receita e disso descontado custos e despesas e só depois disso você terá dinheiro para chamar de seu (lucro). Outro erro é misturar dinheiro da empresa com o particular, ou tirar dinheiro do caixa para contas suas. Caixa da empresa é sagrado e não deve ser violado a troco de qualquer banalidade, salvo em casos mais específicos, mas isso é conversa pra outro texto.

 

Aprender a delegar - Se você quer ser uma mulher de negócios, aprenda sobre gestão e não tente ficar com o controle de tudo. Quanto mais a empresa crescer, mais poder para delegar você deve ter. Ser uma mulher de negócios é ser estratégica e não operacional, pense nisso.

 

Fazer networking - Mulheres não fazem muito networking e as brasileiras menos ainda, então está na hora de mudar esse cenário. Fazer networking te possibilita ampliar seu circulo de negócios e de oportunidades pois faz com que você tenha contato com pessoas muitas vezes diferentes do seu meio e por consequência disso te trazer novas ideias. Pode ser que nem todo networking vire negócios, a maioria não vira, mas quem garante que você não vai precisar sacar de um contato para fazer ponte com alguém? Faça e cuide de sua rede de contatos, sempre oferecendo algo em troca pois networking que não é baseado no ganha-ganha não é networking e sim interesse e disso, passe longe!

 

Vender - Todos somos vendedores em algum momento da vida. A todo momento “vendemos” ideias, serviços e até mesmo nossa imagem. Vender é convencer, persuadir, fazer com que a pessoa se interesse por aquilo que você está oferecendo. Saber como fazer isso é vender. O problema é que muita gente tem a concepção errada sobre o que é venda e por isso acredita não ser bom vendedor. Saber vender significa agregar valor ao seu produto, serviço ou ideia. É mostrar que o que você tem é valioso para a outra pessoa, e isso se mostra com conhecimento e despertando desejo ou atendendo a uma necessidade do outro, no caso o cliente, o que é fundamental para qualquer negócio.

 

Entender a diferença entre estratégia e melhoria - Muita gente acredita que melhorar os processos internos de seu negócio é ser estratégico, ledo engano. Melhoria interna pode até aumentar a produtividade e reduzir custos, mas passa longe de estratégia. Michael Porter resume bem quando diz que estratégia é oferecer um valor que seus concorrentes não oferecem, ou seja, se pode ser copiado, não é estratégico, simples assim.

 

Ser antenada com o que acontece no macroambiente - É importante entender minimamente sobre economia, fatores sociais e culturais que afetam direta ou indiretamente o seu negócio. Essas informações também podem lhe serem úteis para identificar oportunidades. Comece a ler jornais e buscar informações que interessem ao seu empreendimento, ou que possam te gerar novas informações para a tomada de decisão baseada em dados concisos. Ao abrir-se a essa nova perspectiva, você descobrirá um mundo novo que muitos talvez ainda não descobriram.

 

Analisar o microambiente - Assim como é importante analisar o macro, o microambiente se faz necessário. Entenda isso como analisar concorrentes, fornecedores, stakeholders e tudo o que afeta sua empresa de forma mais próxima. Fazer uma análise de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (a famosa SWOT) cabe bem neste caso.

 

Entender um pouco sobre marketing - Engana-se quem pensa que marketing é sair divulgando sua empresa em redes sociais, ou ainda, fazer propagandas em outros meios. Isso abarca o marketing mas não é nem o início da ponta do iceberg. Marketing está muito mais relacionado ao posicionamento do seu negócio, análise de dados e de mercado e tomada de decisões que direcionarão os objetivos para onde se quer chegar, por isso é tão importante que você tenha um conhecimento mínimo nessa área, pelo bem de seus investimentos, sejam eles financeiros ou não.

 

Ter seu próprio estilo de Liderança - E por fim, de nada adianta você se atentar a todos os fatores listados acima se não tiver confiança no “seu taco”. Saber que seu estilo de liderança é único e que você pode utilizar pontos fortes para benefício de seus negócios, além de delegar ou trabalhar pontos fracos, é fundamental pois, antes do negócio existe uma pessoa que deve confiar em si mesma, caso contrário não há nada que a faça sentir que você realmente chegou ao topo que traçou para si mesma.