O PRECONCEITO NOSSO DE CADA DIA

02-08-2017

por Tatiane Passarini

Comportamento

Quando falamos de preconceito que imagem vem a sua cabeça?


Temos tantas formas de preconceito, em tantas instancias de nossas vidas, mas por que isso acontece?


Ao definirmos a palavra preconceito podemos ver que ela deriva do termo pré – conceito, que seria definir ou dar uma nomenclatura há uma determinada coisa, situação ou ser, mas efetivamente qual a necessidade disso? Qual a importância em determinar tudo o que existe tendo conhecimento de causa ou não? seria mesmo necessário diminuir, denegrir e ridicularizar o outro, para ser isso ou aquilo?


Mulheres sofrem com o machismo, homens sofrem com um pseudo-feminismo, negros sofrem com os brancos e os brancos sofrem com os negros, americanos hostilizam metade do mundo sentindo-se ameaçados, coreia do sul x coreia do norte, cubanos que não tem permissão de ir a lugar algum, sem autorização do seu chefe maior, gays, lésbicas e simpatizantes contra os homofóbicos, a loira com as piadas de que é burra, o(a) gordo(a) que tem que ser magro x Magro(a) que tem que ser musculoso(a), os padrões de beleza que a mídia impõe X realidade das pessoas, o cyber bullying, e tantas outras formas de opressão. 


Todas essas situações são atitudes que fazem o ser humano esquecer que em essência é humano em sua totalidade. Que respeitar as diferenças é fundamental, que somos uma única raça, que todos somos semelhantes apesar de nossas diferenças de gênero, de cultura ou nacionalidade, que antes de levantarmos uma pedra para atingir o outro, devemos nos colocar no lugar do outro, e pensar como ele se sentiria recebendo essa pedrada. 


Será que perdemos a capacidade de sermos humanos com compaixão?


Vejo todos os dias uma guerra cibernética, nos jornais e noticiários, atitudes discriminatórias e preconceituosas.  


Lutar por algo que deseja e acredita é válido, mas não é sinônimo de agredir o outro, e infelizmente é o que tem acontecido. 


Seria muito melhor se pudéssemos misturar as culturas, o jeito de ser e o que o outro tem de diferente para sermos pessoas melhores, ao invés de levantar uma bandeira criticando algo ou alguém por isso ou por aquilo. Com certeza passaríamos uma herança empática muito melhor para as futuras gerações.  


A tolerância, a compreensão, o colocar-se no lugar do outro, o respeito, a igualdade entre raças e gêneros faria o mundo um lugar bem melhor. Usemos as diferenças à nosso favor, sejamos mais humanos, mais complacentes e assim mais felizes. Viva a tolerância, o respeito, a igualdade, as diferenças e a humanidade.

Tatiane Passarini

Empresária, Profissional de Educação Física, Pós Graduada em Treinamento Desportivo, Mestranda em Motricidade Humana pela Rede Euro Americana de Motricidade Humana.

Estudante de Psicologia, consultora fitness e personal trainer. Professora de Ginástica Laboral e Ergonomia empresarial.