O INGREDIENTE SECRETO DAS PESSOAS BEM SUCEDIDAS

21-07-2017

por Gisele Meter

Liderança

Se você está lendo este texto, arrisco dizer que é porque quer ser uma pessoa bem sucedida e pretende se aprimorar por meio do conhecimento, pois, muitos dos comportamentos que adotamos ao longo da vida vêm de uma série de estímulos externos, inclusive a leitura.


No entanto, me sinto no dever de informar que nas próximas linhas não trarei uma receita de bolo – primeiro porque sabemos que não existe fórmula ou receita para o sucesso pessoal, pois o que funciona para um, pode ter o efeito contrário para outro, justamente porque a definição de sucesso, como dito anteriormente, é pessoal e também intransferível.


O objetivo deste texto é fazer com que você tome consciência de que independente das estratégias que utilizará para conquistar o que deseja, seja lá o que isso represente para você, é preciso saber que existem dois ingredientes fundamentais que contribuem para o êxito ou o fracasso de qualquer idealização. E se fizermos uma analogia, esses ingredientes poderiam ser comparados ao fermento do bolo, indispensável para fazer a massa crescer. São eles: autoconfiança e entendimento da lei de causa e efeito.


Durante muito tempo, li e reli tudo o que pude sobre como ser uma pessoa bem sucedida e, em muitos textos, a autoconfiança estava lá, como a tábua de salvação para o fortalecimento pessoal, algo com o que concordo parcialmente, pois de nada adianta ser a pessoa mais autoconfiante do mundo se suas ações depõem contra seus planos – desta forma, o máximo que você conseguirá é virar pauta do assunto alheio por parecer arrogante demais.


Ao longo de minha jornada profissional, descobri por meio de experiências que apesar de a autoconfiança ser um fator-chave, entender que toda ação tem uma reação é também o pulo do gato para o fortalecimento interno e externo de qualquer pessoa. Interno porque, ao tomar consciência do que faz, você passa a ter controle maior sobre suas atitudes e externo porque, agindo assim, você passa a demonstrar maior credibilidade e coerência.


Se por um lado a autoconfiança te ajuda a levantar da cama em dias difíceis, a consciência de causa e efeito funciona como um escudo para proteção não somente das circunstâncias mas, acima de tudo, de si mesmo.


Ao parar por um momento, analisar a situação e as consequências de determinadas atitudes ou comportamentos, você acaba agindo de maneira racional e responsável, se precavendo de ficar à deriva de suas emoções, sem pensar no que vem depois e, ainda, sem se valer do coitadismo como arma para culpar tudo e todos por situações que no fundo foram provocadas por você mesmo.


Pode ser que essa não seja a solução para todos os seus problemas, mas, ao analisar o cenário antes de tomar qualquer atitude e projetar como as coisas vão se desencadear, você está preparando o terreno para suas realizações.


Isso em nada tem a ver com expectativa, mas com postura diante dos acontecimentos a sua volta, como por exemplo: se você sempre agiu de maneira cordial em seu meio de trabalho e de repente alguém é extremamente rude com você sem motivo aparente, é muito provável que outras pessoas estranhem este comportamento hostil e saiam em sua defesa, pois elas entendem que você deve ser tratado com cordialidade – isso é a lei de causa e efeito.


Isso em maior ou menor proporção é assimilado quase que inconscientemente pelas pessoas, criando uma imagem de quem você é.


E não precisa acreditar cegamente no que digo, faça o teste que você vai comprovar que essa “Lei do retorno” existe e rege praticamente tudo o que fazemos, inclusive nossos pensamentos, pois quando se pensa em coisas boas, coisas boas acontecem.


Veja bem, não vou entrar no mérito do que chamam de Lei da Atração, até porque sou pragmática demais para isso, o que falo é sobre atitudes efetivas baseadas em um pensamento positivo e proativo – Pensar antes de agir.


Talvez você conheça essa lei de causa e efeito por outros nomes: Carma, Energia, Ação e Reação, Efeito Bumerangue e tantas outras que já escutei por aí, mas o fato é que se você parar um momento para analisar o cenário, a situação em si, as pessoas envolvidas e então adotar um comportamento que acredite ser o ideal para o momento, as chances de frustração ou esgotamento mental são reduzidas, pois antes de agir, se pensou estrategicamente, projetando cenários futuros antes mesmo de dar o primeiro passo – Sugiro que você assista o “Príncipe da Pérsia: As areias do tempo”, para entender melhor o que digo.


Agindo assim, mesmo que as coisas não saiam exatamente conforme o planejado, seu estado mental se preparou dentro do que você acreditava ser o melhor para o momento, com o intuito de passar pela fase ou situação do melhor jeito possível, e isso por si só já reduz significativamente aquela sensação de desânimo, frustração ou injustiça, a qual todos nós já sentimos em algum momento da vida.


Siga firme, autoconfiante dos seus passos, mas antes de agir, lembre-se da simples, porém brilhante, frase de Isaac Newton que diz: “Para toda ação, existe uma reação”. Simples assim.

Gisele Meter

Fundadora da Plataforma Liderança Feminina, Diretora de Marketing e desenvolvimento da BM Pré Moldados, psicóloga e escritora.